A busca por novos talentos

29/11/2008

Fonte: Reprodução
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Essa semana li no site da Veja que um núcleo da USP (Universidade de São Paulo) estaria estudando a questão da queda de audiência nas novelas. A ideia é fazer um curso de especialização em dramaturgia de seis meses, sendo que, ao término, um convênio com a Record (estão em conversação sobre o assunto) que poderia culminar no projeto de uma novela com novos autores. Uma boa ideia, sendo que a emissora já promoveu em 2005 um concurso que revelou Gisele Joras com a sinopse de "Amor e intrigas".

Um ponto que acho interessante de se destacar é que a Globo promovia oficinas de autores mais seguidamente. Andrea Maltarolli, uma das criadoras de "Malhação" e autora de "Beleza pura", participou na década de 1990 dessa oportunidade que, ao que parece, sumiu da mesma forma que os telespectadores de novelas estão fazendo.

Porém, cabe salientar que, nesse ano, a Globo promoveu em seus três horários textos de autores novos: Alcides Nogueira, que já teve duas tramas com sua assinatura no ar mais inúmeras colaborações; Andrea Maltarolli, já citada; e João Emanuel Carneiro, salvador do horário das sete. Mas na panelinha do horário nobre, seguem os mesmos.

No SBT, Letícia Dornelles conquistou os mexicanos com a versão de "Amigas e rivais" e Íris Abravanel escreveu "Revelação", que estreia semana que vem. As emissoras buscam novos talentos, mas o que parece é que o formato não está mais adequado às nossas transformações sociais. Boa iniciativa de buscar novos talentos, desde que esses contribuam com novas fórmulas e histórias contagiantes. Segue o link da matéria da Revista Veja: https://veja.abril.com.br/noticia/variedade/usprecordformaraoautoresnovela405616.shtml.

Mudando de assunto...

Hoje é dia de relembrar a minissérie "A Madona de Cedro", baseada na obra de Antônio Callado, e exibida pela Globo em 1994. A autoria é de Walter Negrão (antes de ele pôr um "h" no meio do nome). Na trama, Delfino (Eduardo Moscovis) quase enlouquece de remorso por ter roubado uma madona esculpida por Alejadinho. O que o consola é que fez isso para dar uma vida melhor para sua paixão, Marta (Andréa Beltrão). Para as gravações, o ator Paulo José chegou a ficar quatro horas de braços abertos para que se fizesse uma corcunda em suas costas. A dedicação de Paulo José na construção do personagem Pedro o coloca, merecidamente, na posição de um dos melhores atores brasileiros.