Afinal, o que foi #FinaEstampa?

19/03/2012

Fonte: Reprodução
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Não posso deixar de reconhecer que a novela de Aguinaldo Silva, "Fina estampa", recuperou a audiência do horário nobre. A trama de Griselda (Lília Cabral) fisgou o telespectador de primeira e é um mérito incontestável. Bombou nas redes sociais, usou recursos de metalinguagem e apresentou uma novela mais light, cuja proposta era unicamente entreter.

Eu assisti a atual novela das 21h em seu início. Aos poucos, porém, fui me desligando porque o texto não me atraía, os personagens não me atraíam e eu encontrava algumas falhas na forma como as coisas aconteciam... Senti que a novela não estava cumprindo a proposta de falar sobre caráter da forma como se anunciava. O que vi foi um clichê que destoava do realismo que eu esperava que o autor imprimisse em seu trabalho. Talvez por isso eu tenha deixado de lado a novela e reclamado tanto de "Fina estampa" nos últimos meses.

Lógico que não abandonei a novela por completo. Às vezes, assistia uns pedacinhos de relance, mas nada que me comprometesse a continuar acompanhando. Diante disso, só tenho a destacar dois atores no elenco inteiro: José Mayer e Carolina Dieckmann. O primeiro por finalmente sair do estigma de "pegador". O Pereirinha foi um presente ao José Mayer - apesar do duplo sentido todo em cima do tal robalo, que dava um nojinho. E a Carolina Dieckmann, que defendeu bem a personagem. A atriz andava apagada desde a Leona de "Cobras & lagartos" que, por sinal, deve ser prima distante da Teodora.

No demais, repercutiram personagens como Griselda (Lília Cabral, pagando muito mico nesse papel), Tereza Cristina (Christiane Torloni, que encontrou um tom mais do que caricato), Baltazar (Alexandre Nero) e o Crô (Marcelo Serrado, com personagem antiquado e desnecessário). Pra mim, isso foi "Fina estampa".

Mudando de assunto: Iniciaram as chamadas de "Máscaras", nova novela da Record. Tem tudo pra ser uma das melhores produções da emissora. O texto do Lauro César Muniz é requintado, merece conquistar um ótimo público. Se o logo for o que mostram nas chamadas, está bem legal. E a trama envolvendo depressão pós-parto, desaparecimento em transatlântico e troca de identidade promete. A propósito, que fim deu o transatlântico de "Avenida Brasil"???

Lucas Andrade é natural do interior do Rio Grande do Sul e reside atualmente em Santa Catarina. Escreve sobre televisão desde o Ensino Médio no #BlogCascudeando. Formado em Psicologia e com Mestrado em Educação, atua na área e está cursando Letras-Português. Ainda pretende ganhar o Nobel de Literatura e um Oscar.