Cortez não se chamava Horácio!

28/03/2011

Fonte: Reprodução
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Tenho pra mim que este é um dos posts mais cult da blogosfera! Aproveitem essa viagem da mesma forma como se deve aproveitar a presença de Fernanda Monteclaro numa novela!

Quem assiste "Insensato coração" já viu que, do nada, surgiu um núcleo liderado pelo personagem de Herson Capri. Trata-se de Horácio Cortez, um banqueiro que está encantado com Bruna Surfistinha (Deborah Secco). Pois bem... Eu andei fazendo algumas associações livres por conta de seu sobrenome, "Cortez". Cada vez que falavam esse sobrenome na novela, me vinha na cabeça o Seu Madruga (Don Ramón Valdez). E como eu sei que existe um certo André San tão fora da casinha quanto eu para compartilhar estas associações televisivas, não foi difícil fazer deste momento uma pérola. Juro que cheguei ao ponto de acordar uma noite dessas e começar a rir por causa de nossas conversas sobre Cortez. Mas não era o Horácio...

Quem ser um pouco mais sobre este outro Cortez? Ora, o da árvore! O Alberto... Aquele que cantava "Meu pai e eu contemplamos a estrelinha do espaço iluminando as cooooisas...". Ah, vai dizer que você não conhece Alberto Cortez? Alberto Cortez é o cara! Trata-se de um cantante argentino que, por sinal, está tão vivo quanto Héctor Bonilla! "Mi árbol y yo" é um dos mais conhecidos singles do grande Alberto Cortez!

Fonte: Google
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Vai dizer que você ainda não entendeu do que estou falando?

Assista ao vídeo abaixo que fica mais fácil e você vai entender essa doideira...

Após esta aula de história do Professor Girafales (Rubem Aguirre), fui para a Wikipédia descobrir quem foi que chorou na árvore da noite triste. Foi Hernán Cortés Monroy Pizarro Altamirano (juro que já vi esses sobrenomes em novelas mexicanas), espanhol conquistador do Império Asteca.

Fonte: Google
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Hernán Cortés Monroy Pizarro Altamirano 

Até aí, tudo bem. Mas porque "Árvore da noite triste"? Porque assim ficou conhecido o episódio marcado pela derrota de Hernán Cortés nas mãos dos guerreiros astecas em 30 de junho de 1520 na atual Ciudad del México. Foi por isso que Nietzsche chorou, digo, Cortés chorou. E o grande pintor José María Tranquilino Francisco de Jesús Velasco Gómez Obregón (e vocês pensando que Dom Pedro I tinha bastante sobrenome, hein?) retratou em sua obra a passagem, intitulada "Ahuehuete de la noche triste".

Fonte: Google
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Ahuehuete de la noche triste

Entendido agora porque Cortés não se chama Horácio, como pensa o Gilberto e o Ricardo? Ele na verdade se chama Alberto. Ah, não... O da árvore não é Alberto e sim Hernán. Apesar de que a tradução de "ahuehuete" não é árvore. Aliás, que palavrinha, hein? Juro que não te xinguei!

Lucas Andrade é natural do interior do Rio Grande do Sul e reside atualmente em Santa Catarina. Escreve sobre televisão desde o Ensino Médio no #BlogCascudeando. Formado em Psicologia e com Mestrado em Educação, atua na área e está cursando Letras-Português. Ainda pretende ganhar o Nobel de Literatura e um Oscar.