Duas caras do destino

16/11/2007

Foto: TV Globo
Foto: TV Globo

Hoje vamos falar da nova novela das nove: "Duas caras", de Aguinaldo Silva. Logo no início, paisagens nordestinas gravadas com as mesmas câmeras de "A pedra do reino" tomaram conta da telinha. Essas cenas faziam parte somente da primeira fase da novela. Pelo menos o Adalberto (Dalton Vigh) não ficou com o sotaque a lá Maria do Carmo (Suzana Vieira). 

Outras semelhanças com o último sucesso do autor eu vou citando: a presença da escola de samba em ambas. Será que o Juvenal (Antônio Fagundes) vai cair no sambódromo igual a Maria do Carmo? Seguindo a linha, temos a atriz Débora Falabella. A Sinhá Moça está fazendo a mesma personagem de "Senhora do destino", que se apaixona por um cara de classe inferior e seus pais, ricos, são contra o namoro e querem que ela se case com um partido melhor, de preferência chato. A Júlia é quase o remake da Maria Eduarda, tanto no corte de cabelo, maneira de pensar e se vestir.

E o que está por vir na novela é a vilã Sílvia (Alinne Moraes), que vai internar Maria Paula (Marjorie Estiano) num hospício e tentar matar seu filho. Quer dizer, coisa básica de uma vilã, já que até agora o "duas caras" principal da trama só soube roubar o dinheiro. Quero vilanias, claro! A proposta inicial é pro Marconi (que é o mesmo Adalberto) ser o grande vilão da história!!!

Não quis citar o núcleo da favela primeiro porque ele está localizada num planalto (ou seria planície) carioca ao invés das elevações popularmente chamadas de morro. Quer dizer, o foco é mostrar que na favela onde tráfico "non ecisite" como diria Padre Quevedo. O que existe é uma certa repetição...

Mudando de assunto...

Thalía está de volta no SBT. A cantriz mexicana que iniciou sua carreira na novela "Meus quinze anos" volta como a favelada, marginal, imunda e catadora, como diria Soraya Montenegro (Itatí Cantoral), "Maria la del barrio"! A trama de Inês Rodena é o remake de "Os ricos também choram", mas acabou ganhando algumas modificações do texto original. Entre elas, a ressurreição da vilã. Fernando Colunga, pra variar, vive o personagem principal, mimado e fraco que acredita em tudo que falam contra sua amada. Mas o final feliz para o casal é certo. A estratégia do tio Sílvio é manter a audiência de "A usurpadora".