Em que ano estou?

17/05/2016

Fonte: Google
Fonte: Google

Estava eu passeando por um destes sites/blogs de televisão e tal e encontrei uma matéria sobre a falta de procura dos acessórios utilizados pelos atores de "Velho Chico", tais como anéis, pulseiras, cor do batom, cor do esmalte, o perfume que as artistas usam em cena... Ok, me empolguei. Mas enfim... De repente, me deu um insight: quem é que liga para a Central de Atendimento ao Telespectador (CAT)?

Acho inusitado pensar o seguinte: "Fulaninha pegou o telefone fixo e ligou para o CAT para saber sobre determinado objeto". Fico meio tipo: ãh? Em 2016, há ainda quem ligue para o CAT? Não é só jogar no Google, enviar um e-mail, deixar mensagem no twitter? Sei lá...

Dia desses eu estava zapeando na Canção Nova e me deparei com um programa infantil que recebe cartas das crianças, com desenhos e tal. Fiquei meio tipo: ãh? Há ainda criança em 2016 que faz desenho e pede para um responsável ir até o correio? Sei lá, isso era comum na minha época, onde enviar carta para o Disney Club rezando pra ganhar uma viagem para a Disney era um sonho... Mas enviar cartinha pra programa infantil da Canção Nova... Bom, tem público pra tudo.

Sou fã ainda de uma das grandes novidades dos últimos tempos: SBT em Revista, pela editora Alto Astral. Se eu estivesse lá no início dos anos 2000, acharia incrível... Mas hoje em dia, com tanta rapidez de comunicação, cabe lançar uma revista impressa? Aliás, o SBT sempre tentou emplacar uma revista! Lembram-se da época do Show do Milhão? A Globo também foi outra, que nos intervalos das Copas do Mundo e das Olimpíadas, sempre lançavam promoções deste tipo. Era uma loucura! Hoje em dia, no máximo, a gente compra uma Coca-Cola e tira um scan do código de barras e envia por algum aplicativo. E só, sem a febre de comprar algo, sem fazer coleção, sem nada... Tudo sustentável, sem papel ou impressão. E sem graça também...