Eu assisto o "Roda a roda"

27/04/2006

Fonte: Reprodução
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Quando estou em casa em algum dia de segunda à sexta à noite, confesso: assisto o "Roda a roda". Esse é o programa mais emocionante da TV atualmente (e não é ironia não!). Sílvio Santos, apesar de já ter tido tempos melhores ("Topa tudo por dinheiro", "Em nome do amor", "Porta da esperança"...), não faz bons programas nos últimos anos (exemplos atuais: "Family feud" e "Rei majestade"). O "show do milhão", que foi um verdadeiro fenômeno, perdeu a graça e então, ele ressuscitou o "Roletrando" como suporte aos prêmios do Baú. E é impressionante como as pessoas que participam do game erram palavras toscas, dizem as letras que já foram ditas e ainda passam vergonha quando falam para dentro, por exemplo, a letra M e o apresentador grita "não se fala ême, se fala ÊME!" e o auditório dá risadas. Sei que cascudeei o programa, porque é uma um verdadeiro atrofiamento cerebral, mas fazer o quê? Melhor rir no SBT pra não chorar com o Jornal Nacional da Globo!

Mudando de assunto...

A saga de Cristina, a filha do padre, está de volta! O SBT apresentou em 1999, sucedendo a melhor novela mexicana de todos os tempos, "A usurpadora", a versão mexicana de "Cristal", que no México se tornou "O privilégio de amar", protagonizada pela bela Adela Noriega (fez "Maria Isabel", "Manancial" e "Amor real"). Agora, Bianca Castanho interpreta a personagem título. Herval Rossano, após ressuscitar (já é a segunda vez que uso essa palavra) a teledramaturgia na Record com uma nova versão do sucesso da década de 1970, "A escrava Isaura" (lembram que a Globo perdeu os telespectadores de "Começar de novo"?), vai tentar fazer o mesmo com a emissora do tio Sílvio. Imitando a Record, o SBT está com câmeras de alta definição para as gravações da trama. Bom, vamos ver que bicho vai dar. Ou melhor, que pedra. Sim, porque "Esmeralda" obteve uma boa audiência nos últimos capítulos (com muitas falhas nas interpretações, diga-se de passagem) e conseguiu isso por causa da reprise de "Xica da Silva" (Manchete, 1996) que ia ao ar após a trama. Pode ser que, já que a emissora da Anhanguera tem os direitos de "Dona Beija" (Manchete, 1986), repita o mesmo procedimento.

P.S. Sinceramente, não vejo amor entre Nikos (Tony Ramos) e Júlia (Glória Pires) em "Belíssima".

Se é pra cascudear, mas tá cascudeado!