Memória da TV - 2

23/04/2007

Fonte: Reprodução
Fonte: Reprodução

- A febre "Chiquititas" tomou conta do Brasil no final do século XX (pode soar estranho, mas o sucesso é do século passado!). A trama brasileira, adaptada do original argentino, iniciava às 19h, depois do infantil "Disney club". A faixa das 18h às 20h na emissora do tio Sílvio, portanto, tinha como público-alvo pessoas da minha faixa etária (na época, claro), coisa que hoje não acontece. Além do mais, a emissora ia bem, engatando novelas como "Fascinação" e "Pérola negra", além da contratação do Ratinho. Contribuiu na época a crise de audiência da novela "Suave veneno" na Globo. Sem contar, é claro, que a Record e nada era quase a mesma coisa.

- Fernanda Souza, Bruno Gagliasso, Deborah Falabella, Stephany Brito e alguns outros nomes surgiram no país cantando o "mexe mexe".

- Bonecas, álbuns, CDs e concursos surgiram a partir do fenômeno, que ficou obscuro na reexibição em 2004 pelo SBT.

Mudando de assunto...

Pra variar, nas novelas do Gilberto Braga, acontece tudo errado porque ele segue à risca uma das principais receitas de novela: "tal coisa contace, mas...; daí, acontece que... mas...; então, eis que surge..., mas...". No capítulo de sexta para sábado, Paula (Alessandra Negrini) encontrou Taís (Alessandra Negrini) e as duas ficam se olhando. Mas... eis que surge um carro e atropela Taís. Essa situação do "mas... mas..." me lembrou a história de uma fita que a Maria Clara (Malu Mader) procurava numa festa e a fita sumia em "Celebridade". Pô, tudo bem que tem ação na trama (mais que em "Páginas da vida"), mas ela ocorre de uma maneira que dá raiva no telespectador, que vê a novela andando, mas travando nessas tramas!

Se é pra cascudear, tá cascudeado!