Novela di catiguria #ParaísoTropical

17/09/2007

Capa da trilha sonora oficial
Capa da trilha sonora oficial

A trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares está na sua reta final. Temos mais onze capítulos até descobrir o mistério da morte de Taís (Alessandra Negrini) e ver o desfecho desses personagens que fizeram parte do nosso dia-a-dia desde março deste ano. Entre eles, cito os memoráveis: Bebel (Camila Pitanga), Joana (Fernanda Machado), Marion (Vera Holts), Olavo (Wagner Moura) e Paula / Taís.

A novela teve altos e baixos durante sua exibição. Logo de cara, iniciou com uma audiência aquém do esperado para a Rede Globo. Apesar disso, verificou-se que não houve rejeição por parte do público nem da abertura, nem da Negrini tampouco do núcleo das prostitutas. Então, se não se pôde explicar a queda de audiência, vieram os reforços: Taís entrou em cena, Lúcia (Glória Pires) deu uma visitada na trama antes da sua personagem se fixar, o caso de Fabiana (Maria Fernanda Cândido) e Antenor (Tony Ramos) foi descoberto, seguido pela cena de traição de Ana Luísa (Renée de Vielmond) com meu xará Lucas (Rodrigo Veronsese) e, assim, houve uma arribada no negócio. Entretanto, uma mesmice ágil permaneceu no ar. Como? De tão rápida, "Paraíso tropical" tornou-se a novela em que valia tudo (seria coincidência?) e quebrou com o estereótipo criado pela anterior "Páginas da vida", onde as situações demoravam pra acontecer. Até aí tudo bem. O problema é que foram tantas tramóias por conta de dinheiro e poder que em várias ocasiões, a história tornou-se forçada devido aos trambiques dos personagens.

Concorrendo com a teledramaturgia da Record, as caras de paisagem dos jornalistas do "SBT Brasil" e o "Show da fé" da Band, "Paraíso tropical" perdeu pontos sem explicação. E ficou difícil pra Globo correr atrás de uma resposta. Bem, o importante é que, pelo menos, a "catigoria" da Bebel caiu nas graças do público e não será esquecida tão facilmente. Ao som de "Mon manege a moi", de Etienne Daho, o casal Bebel e Olavo foi eternizado.

E para finalizar, deixo uma interrogação no ar: porque cargas d‛água tanto a abertura de "Paraíso tropical" quanto a capa do CD Nacional são tão semelhantes à "Prova de amor" da Record?

Mudando de assunto...

Eu estava observando esses dias as novelas da Globo e cheguei a uma conclusão: existem várias caras novas (e que eu não sei o nome) atuando. E isso acontece em todas as novelas. Não sei se é por causa da faculdade que tem me tomado tempo, mas antes, eu sabia o nome de todo o elenco de uma só novela da Globo. Foi assim na época de "Alma gêmea", "A lua me disse" e "América". De repente, me deparo com o núcleo da pensão de "Eterna magia", metade do elenco de "Sete pecados" e alguns personagens de "Paraíso Tropical" que eu simplesmente não sei o nome real. Será que eu ando tão desatualizado assim?

Lucas Andrade é natural do interior do Rio Grande do Sul e reside atualmente em Santa Catarina. Escreve sobre televisão desde o Ensino Médio no #BlogCascudeando. Formado em Psicologia e com Mestrado em Educação, atua na área e está cursando Letras-Português. Ainda pretende ganhar o Nobel de Literatura e um Oscar.