Os Helenos do Maneco

27/07/2020

Fonte: Reprodução
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Com as proximidades das reprises de "Laços de família" no "Vale a pena ver de novo" e "Mulheres apaixonadas" no Canal Viva, é hora de lembrar de um texto que eu já postei noutro momento aqui no blog (não vou saber especificar a data), mas que deixei para republicar num momento oportuno por considerá-lo um dos que mais gostei de escrever. Segue aí!

Muito se fala nas Helenas do Maneco. Mas quem foram os Helenos? Vamos tentar lembrar, relacionar com alguma coisa, vamos escrever um pouco...

Em "Baila comigo" o par romântico de Helena era Quim. Quem? O Quim, ora! Ou não era o personagem interpretado pelo Raul Cortez? Ah, quer saber? Eu nem tinha nascido! Se não foi o Quim, talvez fosse o Plínio. Quem? O Plínio, interpretado pelo Fernando Torres. Li uma vez que era para o personagem morrer, mas o Maneco deixou ele até o fim. E o Quim? Quem? O Cortez que não se chamava Alberto, mas sim Raul? Bom... Esse não sei se era mocinho ou vilão, também não sei com quim, digo, com quem essa Helena ficou. Bora pra próxima!

Em "Felicidade", Tony Ramos deu vida ao advogado Álvaro Peixoto. Foi com ele que Helena teve relações sexuais sem preservativo e o milagre da vida aconteceu: o nascimento de Bia (Falcão?). Além de Álvaro, Helena também despertava interesse no Mário. Que Mário? Enfim, vocês entenderam... Mário era um sujeito legal, amava a Helena e como tinha como trilha sonora Leandro & Leonardo... Ô vida! Mas Helena acabou acabando com o Álvaro mesmo, que era um rico de um advogado.

Em "História de amor", o Heleno de Manoel Carlos se chamava Carlos. Mas deixa o narcisismo de lado e vamos pensar no Carlos. Carlos era um médico endocrinologista, se não me falha a memória, que estava de casamento marcado com Paula, personagem da Carolina Ferraz que foi quase um remake da Débora da Vivianne Pasmanter. Mas cada uma deu a sua identidade, defenderam bem as personagens, enfim, aquele puxa-saquismo todo. Era para o Carlos ser o pivô de um triângulo amoroso entre mãe e filha, mas o público das seis horas não ia entender essa história de amor porque é adulta demais pra se assistir cedo da tarde e só quem assiste televisão depois do Jornal Nacional tem neurônios suficiente para acompanhar a saga de um Heleno que não se contenta com a mãe e quer pegar a filha.

Indo para "Por amor", temos o Atílio. Saúde! Atílio era um cara com a cara do Antônio Fagundes. Provavelmente rico, pois não existe Heleno pobre. Atílio começou a novela se fazendo de desentendido: fingiu que acreditou que Helena e Maria Eduarda eram turistas italianas na cidade de Veneza, pois tinha a pretensão de dançar uma tarantela com a Regina Duarte numa gôndola. Depois, ele se ofendeu porque a Helena deu pra filha o filho que era filho dele e não da filha dela. Peguei leve no sentimento do Atílio, eu sei!

Fonte: Reprodução
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Na novela seguinte, "Laços de família", o Heleno foi o Reynaldo Giannechini na primeira parte da novela. Depois, ele foi substituído pelo dono de uma barba estilo zebra. Miguel (Tony Ramos) era dono de uma livraria-café no Leblon. Ele era esperto, cultuava bons livros, amava os animais, tá ligado, eu sou o bicho... Ah, ele também conhecia bons filmes, apreciava bons vinhos, viajava pelo mundo para conhecer museus e galerias. A compreensão do Miguel foi tanta que aguentou ser traído quando o maior pegador de Helenas por metro quadrado do Leblon, José Mayer, apareceu na área. Mas foi porque a Helena tinha que salvar a filha doente. Histórias corriqueiras...

Em "Mulheres apaixonadas", o pegador José Mayer voltou a pegar a Helena sob a alcunha de César. E de novo, o vértice do triangulo era Tony Ramos, que tocava flauta. Ou seria um trompete? Ah, era um sax!!! Em compensação, o Heleno da vez entendia do bisturi e brincava de médico com Helena, Laura, Lígia, Luma, Lucineide, Luciana e queria o nome escrito numa letra bem bacana.

Na novela seguinte, "Páginas da vida", o Heleno não foi José Mayer, pois ele já começou a novela saindo do motel com a Natália do Vale. Coube ao saudoso Marcos Paulo dar a vida a um Heleno também conhecido por Diogo. Ele deu uns passeios pela África, voltou e não lembro se ficou na fila da matrícula da Clara junto com a Helena sob uma agradabilíssima temperatura de 40ºC na cidade maravilha purgatório da beleza e do caos. Talvez o coitado tenha sido o mais insignificante dos Helenos porque, sinceramente, não lembro da história dele. E daí, tem gente que nem lembra de "Páginas da vida"!

É hora de "Viver a vida". Quem foi o Heleno da vez? Não, não foi o José Mayer. Era pra ter sido, mas não teve química com a Taís Araújo e o Thiago Lacerda acabou ficando com ela. Por acaso, o personagem de Thiago Lacerda, Bruno, era filho do... Gente, como era o nome do José Mayer? Esqueci! Peraí... Não tô lembrando... Gregório foi na novela anterior, disso eu lembro... Google, já venho! Marcos! Gente, eu não lembrava mesmo!!!

Na trama seguinte, "Em família", foram dois Helenos: de um lado, Virgílio, que toda garotinha e garotinho se apaixona e quer pegar quando tá a cara do Nando Rodrigues. Do outro, o Guilherme Leicam, sob pseudônimo de Laerte, que é ciumentinho e que ao envelhecer ficou com cara de vampiro que vem à noite para sugar a alma das Helenas e de suas filhas.

E aí? Qual é o seu Heleno favorito? Comenta aí!!!

Lucas Andrade é natural do interior do Rio Grande do Sul e reside atualmente em Santa Catarina. Escreve sobre televisão desde o Ensino Médio no #BlogCascudeando. Formado em Psicologia e com Mestrado em Educação, atua na área e está cursando Letras-Português. Ainda pretende ganhar o Nobel de Literatura e um Oscar.