Saudades da minha novelinha #SangueBom

04/11/2013

Fonte: Reprodução
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Eu sempre imaginei que "Sangue bom" seria uma ótima novela. Motivo? Maria Adelaide Amaral, lógico! Ela é ótima! E, somada à experiência da dramaturga, a energia de Vincent Villari, que já havia mostrado seu potencial criativo em "Ti ti ti", junto com a autora. "Sangue bom" foi uma ótima novela: leve, inspirada, divertida, emocionante. A trama, muito bem armada desde o começo, deu certo e quem assistiu desde o início adorou a novela.

Mas nem todo mundo comprou desde o início não. Mesmo apostando na trama, confesso que fiquei com uma certa dúvida no começo. Senti falta de algo para conduzir a novela. Faltava o folhetim no meio de um monte de coisa boa. Lógico que haviam cenas bem escritas, histórias que estavam começando... Mas faltava uma carga de melodrama. Uma novela não se faz somente de bons personagens, precisa de história. Mas, para nossa alegria, logo a história mostrou que era irresistível.

"Sangue bom" me pegou mesmo quando a armação do DNA explodiu. Ali pude entender o título da novela e ver que a história não estava sendo construída somente em cima do dilema "ser ou ter" dos personagens. Construir uma história por um viés introspectivo é perigoso. Novela tem que ter ação, fato, motivos concretos. E, a partir desse momento, encontrei o que faltava para embarcar na história de cabeça.

Porém, nem tudo foram flores e eu precisei me afastar um tempinho da novela, por motivos do processo seletivo do Mestrado. Perdi toda a lua de mel de Amora (Sophie Charlotte) e Bento (Marco Pigossi) porque eu estava morando na casa de uma amiga que não assistia TV aberta. E não havia TV no meu quarto. E não, eu não tinha tempo para assistir pela internet. Ou seja, há um pedaço de "Sangue bom" que para mim é inédito. Quem sabe um dia me arrisco dar uma procurada, baixar os capítulos pra matar a saudade... No mais, resgatei a novela agora em sua reta final e deixo os parabéns a toda a equipe. Por mim, a novela teria seguido no ar por mais um bom tempo. Acho que tinha fôlego!

Mudando de assunto: Após duas semanas resguardado num mosteiro perdido na Ásia, em meio à muitas meditações, retorno às minhas atividades cibernéticas (sarcasm, right?). Assim que eu puder, volto a comentar os blogs dos amigos. E não, eu não estava no Nepal. Foi apenas um gancho para citar "Joia rara", novela do horário das 18h e que ainda não me pegou.