Será que agora vai?

30/07/2012

Fonte: Divulgação
Fonte: Divulgação

Depois que terminarem as Olimpíadas, será que a Rede Record vai conseguir se recuperar? A emissora anda patinando na audiência, após cometer inúmeros equívocos na grade de programação. Entretanto, se esforça com a transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres com o cuidado de não repetir os erros dos Jogos Pan Americanos. A audiência melhorou, mas o evento esportivo acontece sem repercutir como esperado, tampouco bombar os índices do canal.

Pra recuperar a folga com que mantinha a vice-liderança, iniciaram-se a produção de novas apostas na teledramaturgia. "Rebelde" por enquanto não tem sucessora, mas ao que tudo indica, deve ser um remake mexicano adaptado por Gustavo Reis. "Balacobaco" é uma novela inédita de Gisele Joras que tem como meta recuperar os índices de "Máscaras". Já para o ano que vem, "José do Egito", de Vivian de Oliveira, é a quarta produção bíblica desde que a Record implantou e consolidou seu núcleo de teledramaturgia.

Novos programas também estão em pauta: Ana Hickmann e Brito Júnior, juntamente com outro nome ainda não escolhido, devem apresentar um programa vespertino. Ao que tudo indica, a ideia é repaginar o que deu certo no matinal "Hoje em dia" que, ultimamente, tem andado em círculos. Boatos dão conta que Rodrigo Faro pode ocupar as manhãs da emissora num programa diário. O ator/apresentador é atualmente o nome mais popular do cast da Record e seu interminável "Melhor do Brasil", junto com o "Tudo a ver", devem apresentar novidades. Tudo isso aliado a novas apostas, como o "Ídolos kids".

Entretanto, nem tudo são flores... A emissora tem feito acusações no "Domingo espetacular" que fora uma opção ao cansado "Fantástico", mas as polaridades andam se invertendo. Enquanto a Record ataca, a Globo faz de seu dominical um celeiro de reportagens que, apesar de desconexas e muitas vezes bobas, têm chamado a atenção dos telespectadores.

Ainda sobre a Record, é necessário salientar que seus jornalísticos também precisam se reencontrar, desde o período da manhã passando pelos "Balanços gerais" que trazem à TV o sensacionalismo barato com o qual dificilmente a emissora consegue chamar atenção para o restante de sua grade. É necessário aproveitar a visibilidade das Olimpíadas e varrer completamente o que está dando errado. Não adianta se espelhar na grade da Globo ou colocar crianças em "Rebelde" para concorrer com "Carrossel". A hora é da Record se reorganizar para resgatar o público perdido. E para isso, não é preciso de nada além de coerência na programação, dar sua cara a tapa e mostrar para o Brasil que a emissora possui uma identidade distinta das concorrentes.

Mudando de assunto: Ricardo Linhares deve escrever o remake de "Saramandaia" na faixa das 23h no próximo ano. Será um pouco estranho reencontrar o realismo fantástico do texto de Dias Gomes numa novela. Nem tudo o que deu certo na década de 1970 vai encontrar respaldo nos nossos dias. A própria cena do telhado em "Gabriela" é um exemplo: não repercutiu e apenas provou que tudo possui uma época e um tempo certo.