Tapa aqui, descobre ali

22/04/2008

Fonte: Reprodução
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Que o SBT está correndo atrás do prejuízo, não é novidade. Programas novos (na verdade, com cheiro de mobília antiga) são lançadas do nada e, da mesma forma, cancelados por conta da falta de anunciantes e ibope. Tio Sílvio até tenta contratar pessoal, mas ninguém anda a fim de trocar de casa. Até porque ir pro SBT significa dançar o "Ritmo de festa" (que anda mais pra "Ritmo de velório"). Por conta disso, considero interessante analisar alguns pontos da atual condição da emissora.

A programação do SBT muda a cada dia. De uns tempos pra cá, isso piorou. Na verdade, esse troca-troca não parecia ser tão constante até a época do "Disney Club" e "Chiquititas", que tinham alta aceitação a partir das seis da tarde. Quando estes foram substituídos por um alto estoque de enlatados mexicanos (isso após a reprise de "Éramos seis", mais precisamente), a emissora deixou de honrar o "B" de seu nome. Houve épocas em que o SBT exibia cinco novelas mexicanas.

Até agora, a Globo era a única concorrente. Então, pra que se preocupar? A safra de enlatados foi crescendo. Eles sempre tiveram presença no SBT, mas passaram a se multiplicar em demasiado. "Chaves" sempre foi o curinga mexicano, mas as produções norte-americanas começaram a se destacar. Junto delas, mais os seriados dramáticos como "Everwood" e "Smallville", por exemplo. E enquanto eles mantinham ibope, pra que se preocupar com o "B" do nome? Os produtos nacionais que se danem!

Desconsiderar o produto nacional foi o maior erro do SBT. Enquanto as demais emissoras apostavam em produtos tupiniquins, o SBT se conformava com o ibope dos seus enlatados. Com isso, a programação produzida pelo SBT perdeu o prestígio. Resultado: agora os produtos estrangeiros são os únicos capazes de manter algum público na emissora. A maior prova disso foi a volta do "Cinema em casa", que ampliou os números da tarde (de dois, para cinco, ou seja, sucesso para a atual fase do canal). Sem contar com os tapa-buracos, "Um maluco no pedaço" e "As visões da Raven". No SBT, a política é a seguinte: se o produto nacional não der audiência no primeiro mês, pode chamar "Eu, a patroa e as crianças"!

Mudando de assunto...

Você se lembra da novela "A próxima vítima"? Sinônimo de mistério, a trama de Sílvio de Abreu foi exibida em 1995, trouxe à TV um grande elenco e uma trama bem estruturada. Aracy Balabanian, Cláudia Ohana, Glória Menezes, José Wilker, Lima Duarte, Susana Vieira, Tony Ramos e Viviane Pasmanter são apenas alguns nomes de destaque. A trama de Sílvio de Abreu foi adquirida por diversos países com diferentes finais. No "Vale apena ver de novo", não obteve êxito, mas foi a primeira reprise a apresentar uma cena diferente da versão original: a revelação do assassino. Os bastidores relevam, ainda, outra novela: a discussão sobre temas polêmicos como homossexualidade, violência doméstica e as tentativas de enganar a imprensa com a divulgação dos resumos dos capítulos.