Tardes de audiência no SBT

06/05/2013

Fonte: Reprodução
Fonte: Reprodução

O "Cinema em casa" era muito caro e não ajudava na média-dia da audiência do SBT. Voltaram com as novelas, muitas que nem sucesso fizeram na primeira exibição ("Maria Esperança", "Amigas e rivais"...), algumas re-reprises ("Fascinação", "Pícara sonhadora"...), tramas latinas inéditas ("Camaleões", "As tontas não vão ao céu") e re-reprises das novelas da Thalía, além da imortal "A usurpadora". No meio de um caminho, alguns erros que devem ser esquecidos (como "Jamais te esquecerei"). Mas o saldo das novelas da tarde do SBT é mais que positivo.

Com tanta opção no SBT, a Record jogou para todos os lados ("A história de Ester", "Todo mundo odeia o Chris") e o que viu foi um alto investimento (Leia-se "Programa da Tarde") que pouca vantagem abre contra o SBT. Quando abre... Já a Rede Globo tem se dado mal em suas reprises (e re-reprises). "O profeta" não previu que as novelas do SBT iriam incomodar tanto. Tudo bem que, quando alguém morre, a RedeTV! entra na briga o programa da Sônia Abrão, mas se trata de um evento isolado. Sejamos francos: as novelas da tarde do SBT consolidaram seu público e vive um grande momento.

Até sexta-feira, o SBT viveu uma de suas melhores semanas desde o retorno das novelas no horário vespertino. "Rosalinda", que estreou com a incumbência de ampliar os índices da esquecível "Jamais te esquecerei", tem seus fãs cativos. Thalía é Thalía e essa novela só não se sai melhor porque deveria ser a substituta de "A usurpadora". Porém, tem uma boa aceitação no horário que é exibida, embora passe longe dos outros fenômenos da reina latina.

Na sequência, teremos mais um capítulo de "Cuidado com o anjo", que segue ascendente no ibope. A trama protagonizada pela ex-rebelde Maitê Perroni chama a atenção para um dado relevante: há público para novelas latinas inéditas. Prova disso é que a novela já dobrou a audiência do horário, briga de frente com a Globo e faz a felicidade de fãs nas redes sociais. Sem dúvida, a melhor escolha do SBT para dar um up nas emoções finais de "A usurpadora".

Chegando à trama de Paola Bracho (Gabriela Spanic), atingimos a máxima de que um fenômeno não se explica. A novela é um curinga inquestionável e toda vez que for reprisada, vai chamar atenção. Talvez não tenha se saído melhor dessa vez por ter substituído "Maria Mercedes", que não deu conta do recado como deveria. Porém, para a alegria dos fãs, essa semana haverá a exibição do "Más allá de la usurpadora", spin-off da novela que foi exibido somente uma vez no Brasil, na estreia da "Tarde de amor" no início dos anos 2000.

Tendo capítulos inéditos de "A usurpadora", o SBT pode estar propulsionando a audiência de "Rubi", sua substituta. A trama de Bárbara Mori já foi reprisada, é verdade, mas tem condições de fazer barulho por dois motivos: ótima história e estar há sete anos desaparecida da grade da emissora. Uma novela que, ao contrário da trilogia das Marias e de "A usurpadora", ainda não caiu no desgaste.

Com isso, ficamos assim: "Rosalinda", que tem seu público cativo; "Cuidado com o anjo", que tem recebido bem da novela de Thalía e está em curva ascendente de ibope; "A usurpadora" com capítulos inéditos; e "Rubi", substituta a altura da trama de Paola. As tardes dessa semana prometem no SBT!

Mudando de assunto: Comparação de emoção entre duas cenas numa mesma semana: Em "Salve Jorge" Aisha (Dani Moreno) encontra sua família de origem. Em "Flor do Caribe", Hélio (Raphael Viana) confessa aos pais que foi o responsável pela morte de um casal de turistas. "Salve Jorge" é uma novela forte, com uma temática pesada como o tráfico humano. "Flor do Caribe" é uma água com açúcar, folhetim puro. Chego novamente à conclusão de que, quanto mais simples a trama, maior o foco na emoção. É na simplicidade de um olhar que se encontram os mais complexos sentimentos dos personagens, transmitidos através de um belo texto por atores competentes e direção segura.