Um pouco sobre audiência

30/01/2012

Fonte: Reprodução
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Desde que "Amor e revolução" saiu do ar, o SBT conseguiu a façanha de brigar novamente pela vice-liderança no horário. Em alguns momentos, o troca-troca de horários promovido no canal atinge dois dígitos, fica em primeiro lugar por alguns minutos e os sbtistas fazem a festa no twitter. Do outro lado, a Record encaminha "Vidas em jogo" para o seu término com a sensação de que a novela realmente possui seu público cativo.

Do outro lado da história, encontramos a Rede Globo com sua grade fixa. O "Big Brother Brasil" não chama atenção como em outras edições, embora aumente consideravelmente a receita da emissora. Já os programas que sucedem o reality não conseguem manter a audiência em alta. E isso acontece porque estamos num momento delicado. Em determinados horários, não há como desconsiderar o alto investimento que as três maiores emissoras do país realizam. A última quinta-feira, por exemplo, fez o SBT ficar em primeiro num horário avançado com o seu "Conexão repórter". Isso após o penúltimo capítulo de "O brado retumbante" e o segundo de "Rei Davi". Ou seja, investimentos por todos os lados e as três emissoras com médias oscilando entre 9 e 15 pontos. 

Enquanto na quinta-feira a noite a televisão ferve, existem horários em que a briga também se acirra entre dois destes canais (como no período vespertino, durante a exibição de "Marimar" e "Sessão da tarde"). A Band entra na briga por volta das 18h, fazendo o "Brasil urgente" incomodar os concorrentes SBT e Record. E isso acontece em especial porque as notícias do programa de Datena referem-se a capital paulista, principal mercado publicitário do país.

Além da guerra dominical instaurada já de algum tempo, o horário da manhã é outro combate. Enquanto Globo e Record se apegam em programas voltados para o público adulto, o SBT é o único canal que exibirá programação infantil nesse horário. Se o SBT fosse esperto, aproveitaria a oportunidade pra reformular toda a programação matinal, bem como modificar os desenhos exibidos no horário. Investir nas crianças é o foco para pensar a audiência em longo prazo, como Flávio Ricco falou em sua coluna esses dias. Prova disso é que o "Chaves" está mais para fãs adultos que para o público infantil.

Mudando de assunto: "Rei Davi" é a aposta da Record. A Bíblia está cheia de histórias interessantes e atemporais que podem ser adaptadas. Vivian de Oliveira está à frente desse trabalho que, junto com "A história de Ester" e "Sansão e Dalila", confirma que a emissora não consegue se desvencilhar da temática religiosa. A maior vantagem é que cada vez mais a Record se aprimora nestes épicos, fugindo de tentativas medonhas ao estilo de "A filha do Demônio" (Graças a Deus!). O problema é que a emissora imita descaradamente a Globo ao escalar uma produção do gênero minissérie para abrir os trabalhos do ano.